Incidente em Sidi Barrani
A terceira equipe está a atravessar o Egito. No caminho celebra o 113 aniversário do Kazimierz Nowak. Depois algumas etapas de 100 kilometros chega ao Cairo.
A parte egípcia da viagem começa com extensas entrevistas para: Nile TV, Nile News Channel e vários jornais.
Na terceira equipe, que esta a pedalar com o slogan: “40 séculos e mais (duas rodas)”, são: Magda Kowal de Wroclaw, Piotr Tomza da Cracóvia, Pawel Pachla de Walbrzych, Piotr Romejko de Varsóvia e Teofil Mroczek – professor da lingua polaca do Cairo. Um grupo dos polacos em duas semanas completará alemão Sebastian Woitsch, que já estava em sua viagem de bicicleta de Leipzig ate a Cidade do Cabo na África do Sul.
Na fronteira entre a Líbia e Egito é a transferência do bastão. A partir desse momento, em vez de um líbio no carro com as ciclistas vai a polícia turística egípcia. Mas mesmo a presença de agentes não da-lhes proteção sempre.
Na entrada de Sidi Barrani um grupo de crianças sai da escola. Façam as fotos de telefones celulares mas com certeza não querem cumprimentar. Jogam as garrafas e as pedras e os ciclistas com a polícia têm que fugir. Até agora é único incidente desagradável no Egito – um pais tão amigavel e hospitaleiro.
Na noite celebram o aniversário de Kazimierz Nowak. Se ele tivesse vivido (hoje – 11 de janeiro) fazia 113 anos.
Nos dias seguintes o ritmo está mais rapido. Agora passam 120 e até 140 km por dia. Em Alexandria têm um compromisso para colocar a próxima placa comemorativa do Nowak num lugar de honra, na parede do consulado polaco.
– Na época da revolução egípcia, os estrangeiros foram expulsados pelo presidente Naser. Mas Alexandria ainda esta considerada como cidade mais liberal no Egito. As mulheres andam livremente pelas ruas aqui e usam os diferentes meios de comunicação, algumas até sem véus. Que contraste em relação ao El Sallum ou Sidi Barrani, onde as mulheres não são vistas de modo nenhum - Piotr Romejko relata.
Qual é o caminho para Cairo?
A relação que deixou o Kazimierz Nowak diz que a estrada era boa. Então provavalmente viajava pela “Estrada Agrícola”.
– Hoje também não esta mala, mas certamente agora há mais carros aqui e é um atrativo adicional – comboios passando ao longo do trajeto da pista – observa Piotr Tomza. – As condições não são tão contemplativas como no deserto. Sempre rugido dos motores e – o mais problemático – sons de buzinas.
À esquerda e à direita ficam palmeiras, os campos são cortados pelos canais e estradas estreitas para burros. No dia de sair ao Cairo, os ciclistas estão a pedalar por 146 km. Cansados dormem na casa do Teofil.
No dia seguinte querem instalar a segunda placa do Nowak no Egipto. Edifício do Centro de Arqueologia do Mediterrâneo da Universidade de Varsóvia tem bastante prestígio. No entanto, parece que até demais. Apesar da permissão da universidade, selos e assinaturas para colocar revela-se impossível.
– Parecia que as instituições egípcias se especializam em obstáculos formais, Os polacos são melhores – riam-se os participantes afrykanowaka.pl.
Também têm dificuldades de encontrar os traços do Kazimierz Nowak no Cairo. Ruas são numeradas na maneira diferente, edifícios velhos já não existem, há muitos edifícios novos – tudo isso não permite encontrar lugares visitados na década de 30. pelo explorador polaco.
Só no dia seguinte chegarão onde o Kazimierz foi a prisão. Mas essa é uma história para um outro episódio.