O homem que se lembra de Nowak!
Na fase final da etapa líbia de ciclismo os polacos encontram o homem que … se lembra do Kazimierz Nowak. Os viajantes estão próximo ao Egito onde completam a segunda parte da etapa afrykanowaka.pl.
Árvore de acacia esta transformada em uma árvore de Natal. Nos ramos há varios frutos, raizes de gengibre, sino e bolas feitas de pequenas melancias do deserto e até mesmo as tampas conserveiras.
Na missa do galo realizada no deserto, os ciclistas ficam ao redor da fogueira a cantar uma canção de Natal “Noite Feliz”. É uma noite silenciosa, onde até o vento esta calmo!
No dia de Natal, todos dolorosamente sentem as dificuldades de viajar ao Sahara. Somente caminho de areia e as escarpas rochosas. Às vezes não há salvação – é necessário desmontar-se a bicicleta e empurra-la algumas dezenas de metros. A dor nos músculos compensa uma festa para os olhos. Mesmo a melhor fotografia não dá experiência como conviver diretamente com a areia, pedras e rochas, com as cores do céu e do espaço.
- Sera que esta riqueza de natureza pode ser chamada “deserto”? pergunta Dominik, um dos viajantes. A diversidade do deserto não tem limites. A única coisa que falta aqui é o “homem”. Ciclistas laboriosamente superam os últimos 8 km da estrada de areia. Depois, até Zellah eles viajam pelo asfalto. Na cidade, Ana recebe uma proposta de visitar mulheres que preparavam uma refeição. É uma verdadeira surpresa, porque mulheres líbias não participam de reuniões com visitantes, elas não são apresentadas a qualquer um, como não existiam.
Em Zellah, estava a esperar mais uma surpresa, ainda maior! Vivia um homem que se lembra de… Kazimierz Nowak. Chama-se Salah Ali Badran, tem 84 anos e quando viu o ciclista polaco ele tinha apenas seus 6 anos de idade. Quando ele olhou a capa do livro com uma foto de Kazimierz, disse:
– Sim! Lá está ele! – e começa contar sobre a visita do polaco maravilhoso em ano 1932.
Ainda lembra que chegou para Zellah de Fezzan, que se perdeu no Harugah, que chegou aqui completamente cansado, e que todos não acreditavam que conseguia vir para cá sozinho, sem camelos e caravana. Salah Ali Badran nunca imaginava que um dia ainda iria ouvir falar sobre este ciclista maluco.
Agora os viajantes de afrykanowaka.pl vão para Maradah onde o Nowak chegou aos 78 anos antes completamente esgotado. Depois para Bengazi e pela costa até o Egito.
- Viajar pelo deserto do Sahara é melhor no inverno, entre Novembro e Janeiro. Anteriormente o calor é insuportável e no início da Primavera começam as tempestades de areia. E com esta cultura da África é “mal” andar de calções – é preciso ter calças compridas – Dominik aconselha.
Depois de semanas passado no deserto, os polacos admiram a paisagem costeira e respiram o ar fresco. Na passagem do ano, estiveram com os escuteiros líbios em Bengazi. Com a ajuda deles deram uma entrevista a jornal “Quryna”. E, pouco depois a equipe esta em uma corrida pela costa.